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Julia Lopes de Almeida
Foi uma escritora, cronista e abolicionista brasileira de ideias avançadas. Filha de portugueses, publicou seus primeiros textos em Campinas, escrevendo às escondidas, pois a literatura era vetada às mulheres. No Brasil e em Portugal, colaborou com a imprensa por décadas, defendendo a República, o divórcio e os direitos femininos. Sua obra, associada ao realismo e naturalismo, destaca-se por "A falência" e por "Contos Infantis", pioneiro no gênero. Apesar de ser uma das escritoras mais publicadas da Primeira República e ativa idealizadora da Academia Brasileira de Letras (ABL), Júlia foi impedida de ocupar uma cadeira por ser mulher, vaga que foi parar nas mãos de seu marido, Filinto de Almeida. Somente em 2017 a ABL reconheceu essa injustiça histórica.











